O Apartamento

O Apartamento
 

Foi em 2014 que as portas d’O Apartamento se escancararam para Lisboa, e o mundo a seus pés — e mãos de quem cria e é feliz a fazê-lo — recebeu-o de sorriso marcado e abraços sentidos. Agora que 2019 está quase aí, viajamos até às raízes desta casa aberta aos sonhos e percorremos as etapas todas até chegarmos aos dias de hoje.

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2014 was the year that led O Apartamento to crack their doors wide open to Lisbon, and the world at their feet — and hands of those who create and love doing it — welcomed them with a broad grin and heartfelt hugs. Now that 2019 is right around the corner, we travelled back to the roots of this house full of dreams and covered every stage up until where they stand today.

 

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No princípio, o verbo e a palavra eram de Armando Ribeiro, um eterno apaixonado por revistas, viagens e, essencialmente, pessoas. Museólogo de formação, foi transportado pela inclinação para as artes para a comunicação, acabando, anos mais tarde, por criar a plataform-a. «A plataform-a era uma agência de comunicação e de relações públicas, embora já tivéssemos outros projectos relacionados com outras áreas». A par da plataform-a, foi crescendo este apartamento localizado numa artéria de Lisboa que, apesar de ser central, fugia às amarras do downtown, o que lhe concedia um charme até então pouco explorado, uma tal de descentralização hip & cool

Para além de ser o espaço de trabalho de Armando e da sua equipa da altura — Ana Krausz, Inês Matos de Andrade, Paula Cosme Pinto e Vasco Águas, hoje em dia sem Ana e com a adição de Vera Abecassis — O Apartamento passou a acolher lançamentos de revistas, jantares pop up muito especiais, concertos intimistas, workshops diversos e, claro, visitantes dos quatro cantos do globo que se encantavam com o espaço e com as pessoas que dele fizeram a sua casa a vários níveis. Fazendo jus ao nome, O Apartamento tinha também um quarto para artistas em busca de residência temporária para colocar os seus projectos em prática. Como se de uma habitação propriamente dita se tratasse, aqui falava-se a língua da hospitalidade e dos gestos que valem uma miríade de palavras, e o seu coração é Lisboa.

Fast forward para 2017, cai a plataform-a e a mesma vertente de agência passa a partilhar o nome do Creative Hub e apresenta-se como O Apartamento Creative Agency. «No fundo, foi fundir a agência com uma parte mais ligada à direcção criativa, a projectos diferentes e outros que tais, juntando o Hub, que já existia separadamente», refere Armando. «No início, foi tudo pensado para ser junto, mas tinha de ser feito por fases. A plataform-a era algo com muitos anos, um nome criado; O Apartamento era a etapa seguinte, mas, ao mesmo tempo, para chegarmos aqui, teve de haver um passado. Continuamos a fazer aquilo a que nos propusemos fazer desde o primeiro dia, mas agora fazemo-lo com outras valências que não estavam incluídas na altura, como, por exemplo, a comunicação internacional, a direcção criativa, a consultoria, ou seja, já o fazíamos, é certo, mas de forma mais solta, mais desprendida. Acho que esta mudança nos traz mais força, mais consistência. Juntaram-se imensas pontas soltas», remata.

In the beginning, Armando Ribeiro, everlastingly passionate about magazines, travelling, and mainly people, was the word and the verb. After getting a degree in Museology, he was transported to communication thanks to his love for the arts, ending up, years later, founding plataform-a. «plataform-a was a communication and PR agency, though we worked on other projects from other areas». At the same time as plataform-a, the apartment was growing, which was located on a pretty central neighbourhood, but distanced from the same old downtown, which gave it an unexplored charm, a certain hip & cool decentralisation

In addition to being the work space for Armando and his team back then — Ana Krausz, Inês Matos de Andrade, Paula Cosme Pinto and Vasco Águas, nowadays without Ana and with the addition of Vera Abecassis — O Apartamento started hosting magazines launches, special pop up dinners, intimate concerts, miscellaneous workshops and, of course, visitors from all parts of the world who would be delighted by the space and the people that made it their home at a number of levels. Living up to its name, O Apartamento also boasted a bedroom for artists in search of a temporary home to put their projects into practice. As if it were a proper household, here everybody spoke the language of hospitality and of gestures that are worth a plethora of words, and its heart is set on Lisbon.

Fast forward to 2017, plataform-a is gone, and the same line of work as the agency fetches its new name from the Creative Hub, and O Apartamento Creative Agency is introduced. «At the end of the day, we merged the agency with the component that was more connected to creative direction and different projects with the Hub, which was already there», tells Armando. «In the beginning, it was all thought out to be made together, but it had to be done in stages. Plataform-a was something with many years on it, it had a name; O Apartamento was the next stage, but, at the same time, in order to get here, we had to go through it all. We still do what we intended to do from day one, but now we’re just doing with improved skills that weren’t fully part of the game back then, like international communication, creative direction, consulting; I mean, we were already doing it, that’s for sure, but in a slackened kind of way. I think this change has brought us more strength, more consistency. There were a lot of loose ends coming together», he concludes.

 
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«De certa forma, é um projecto de pessoas para pessoas; se assim não fosse, nada disto aconteceria».

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In a way, this is a project of people for people; if it weren’t like that, nothing would be possible».

 
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Em meados de 2018, disseram adeus ao número 1 da Av. Duque de Loulé e mudaram-se para os charmosos números 4 e 5 do Largo de São Mamede, confirmando uma ideia de crescimento e de maturidade que vai muito para além de um espaço físico. «Para já, acho que ainda estamos todos a habituar-nos, incluindo eu, porque, apesar de não estar a ser difícil, é uma coisa step by step, há muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo em várias áreas e, nesse sentido, é uma novidade», diz Armando. «Até porque surgem diversos tipos de clientes, e uma coisa era fazeres isto só para restaurantes e hotéis, pois seria mais fácil de uniformizar a maneira como avançamos com este trabalho. Mas, agora, os desafios vêm de muitos lados e são totalmente díspares», reitera Paula. 

À medida que o tempo vai passando, a percepção de que as coisas se movimentam rapidamente e que a própria cidade de Lisboa de há três anos e meio é diferente da de hoje vai ficando mais clara. «Parecendo que não, os desafios trazem um novo fôlego. Há cansaço associado, mas, ao mesmo tempo, há vontade de fazer mais e melhor», completa.

Com o incrível novo espaço, cujos detalhes decorativos puxam para um outro género de temporalidade histórica e patrimonial, com azulejos, pedra e outros materiais ricos em narrativas muito lisboetas — sem esquecer um dos pisos superiores do prédio onde as possibilidades são mais que muitas — O Apartamento quer ultrapassar a ideia de espaço e passar a ser um projecto omnipresente, tanto em Portugal como lá fora. «Tem muito a ver com o nosso futuro. O Apartamento é isto, este sítio, mas também é muitos outros sítios. Apesar de o Hub e a PR Agency serem duas coisas separadas, irão fundir-se cada vez mais. De certa forma, é um projecto de pessoas para pessoas; se assim não fosse, nada disto aconteceria».

In mid 2018, they said goodbye to the one in Av. Duque de Loulé 1 and move to the charming Largo de São Mamede 4 & 5, confirming an idea of growth and maturity that goes way beyond the physical space. «I think we are all still getting used to it, including me, because, though it’s not hard, it’s something to be done step by step, there are a lot of things going on at the same time in different areas of the business, and that alone turns it into something new», says Armando. «And there are a lot of different clients coming, and one thing was to do this only for restaurants and hotels, as it would be easier to standardise the way we work. But, now, there are challenges coming from all different angles and they’re completely contrasting», stresses Paula.

As time goes by, the perception that things are moving fast and that the city itself is different today than it was three years ago gets clearer. «Although it may not seem like it, challenges inject new life. There’s weariness associated with it, but at the same time there’s a will to do more and better», she concludes.

With their new, incredible space, which decorative details pull onto another kind of historic and heritage-driven temporality, with tiles, stone and other materials rich in narratives from Lisbon — and let us not forget about one of the upper floors of the building where the possibilities are close to endless — O Apartamento wants to outweigh the idea of space and become an all-pervading project,  both in Portugal and abroad. «It has everything to do with our future. Though the Hub and the PR Agency are two separate things, they will increasingly merge together. In a way, this is a project of people for people; if it weren’t like that, nothing would be possible».

 
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